Roda de conversa aborda literatura e imaginário na Feira Pan-Amazônica do Livro
Os escritores Olga de Díos, Juraci Siqueira e Sônia Santos, sob a mediação de Luciano Lira, relataram suas experiências na construção de obras literárias
Nesta quarta-feira (2), dia dedicado às Vozes da Fauna e do Imaginário na 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, a espanhola Olga de Díos e os paraenses Juraci Siqueira, Sônia Santos e Luciano Lira participaram da roda de conversa “A construção do imaginário na literatura”. A experiência dos convidados com a literatura enriqueceu o debate e proporcionou diferentes perspectivas para o centro da discussão.
Escritora e ilustradora, Olga de Díos explicou seu processo criativo e o propósito de seu trabalho. “Sempre penso que narro os meus livros de forma visual. Eu faço livros para pessoas que ainda não leem, mas que são capazes de compreender a história graças a uma narrativa visual. Os livros que eu faço muitas vezes são pontos de encontro. São lugares onde uma criança se une ao seu professor, aos seus avós. O momento de uma mãe ou de um pai com seus filhos”, disse Olga.
Homenageado na Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes em 2024, Juraci Siqueira contou que seu trabalho na construção do imaginário vai além da escrita. “A oralidade e a escrita andam sempre juntas porque é uma via de mão dupla, uma alimenta a outra. Muitos poemas que eu escrevi foram inspirados em histórias que as pessoas me contaram. Eu gosto de manter, de alimentar esse imaginário, principalmente com as crianças”, ressaltou o poeta e filósofo Juraci Siqueira.
Leitura do mundo - Professora, escritora e doutora em Educação, Sônia Santos falou sobre a importância do imaginário para o ensino. “Enquanto professora, estou sempre incentivando a formação do imaginário, e a literatura vem como um bálsamo. Nada é inimaginável, e a partir do momento que se lê, você tem não só essa leitura da palavra, mas do mundo. Esse imaginário pode ser constituído não só no mundo infantil, mas também no próprio adulto. Eu acredito que, quando se lê, a constituição do sujeito se amplia”, enfatizou.
O artista e professor Luciano Lira mediou a conversa. “Eu acho que dentre tantos temas que a gente podia eleger para uma mesa, a discussão do imaginário a partir da literatura é um daqueles temas que a gente não podia escapar. Não se fala de literatura sem pensar em imaginários. Todo o território guarda o seu imaginário. E essa foi uma mesa composta por dois autores paraenses e uma autora estrangeira, europeia. Essa troca enriquece a nossa discussão em torno desse tema”, afirmou Luciano.
A 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes prossegue até o próximo domingo (06), no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A programação gratuita ocorre das 9h às 21h.
Por Juliana Amaral (Feira do Livro)



